# Golpes via QR Code: como se proteger?

De cardápios de restaurantes a transferências de dinheiro, o QR Code está se tornando uma maneira cada vez mais popular de realizar operações via celular. Porém, com esse crescimento também é observado um maior número de golpes e fraudes utilizando o formato.

Por isso, hoje vamos te ajudar a identificar quando uma fonte é segura ou não e quais os cuidados que você deve tomar para não cair em armadilhas.

**Existe uma diferença?**  
Sabia que existem pelo menos 40 tipos de especificações da definição gráfica de um código QR? Porém, a maior diferenciação está entre os utilizados pelos meios de pagamento e códigos QR comerciais.

**QR Code por Meios de Pagamentos**  
Incluindo também os QR Codes do Pix, ele é baseado em um padrão único criado pelo Banco Central, conhecido como BR Code, baseado no [**EMV**](https://www.emvco.com/terms-of-use/?u=/wpcontent/uploads/documents/EMVCo-Merchant-Presented-QR-Specificationv1-1.pdf), da americana EMVCo, órgão técnico global de propriedade coletiva da American Express, Discover, JCB, Mastercard, UnionPay e Visa.  Dessa forma, cada instituição financeira cria o seu próprio QR Code, mas todas seguem a mesma formatação padronizada pelo Banco Central.

Nesse formato é possível identificar quem recebe e quem envia o pagamento, além de facilitar o cruzamento de dados — o código identifica todas as instituições que processam o pagamento, incluindo o CPF ou CNPJ do pagador — levando empresas a cumprirem leis, regras e regulamentos impostos pelo governo (compliance).

**QR Codes Comerciais**  
São aqueles que você encontra em embalagens de produtos, cardápios, revistas, anúncios impressos, programas de TV, em mensageiros como WhatsApp, por exemplo, e não seguem um padrão criado por uma instituição. Sendo assim, qualquer pessoa pode inserir informações e criar um código QR e ele pode conter desde uma URL a um comando para realizar certas ações.

**Como saber qual é qual?**  
É muito fácil diferenciar! Enquanto os QR Codes de pagamento só são lidos a partir do aplicativo de uma instituição financeira, os códigos comerciais são escaneados tanto pela câmera de alguns modelos de smartphones quanto por apps leitores de QR Codes.

**E quais são os riscos?**  
Como são facilmente desenvolvidos, um autor mal-intencionado também poderá inserir um link em um código QR em um site, banner, e-mail ou até mesmo em um anúncio em papel.

Existem 3 golpes muito comuns nesse sentido:

- Encaminhar a vítima ao download de um aplicativo malicioso.
- E-mails falsos que utilizam o nome de empresas legítimas para envio de faturas  a serem pagas, como contas de consumo, como luz, internet, água, telefone, por exemplo. Em muitos casos, há a oferta de descontos especiais.
- Código para conceder acesso a uma rede Wi-Fi, com o objetivo de capturar os seus dados pessoais.

**Como se proteger?**  
- Redobre a atenção em QRs de lugares que você não conhece;
- Na leitura do código, fique atento se a URL estiver encurtada. Essa prática dificulta que você veja o caminho que irá visitar, facilitando possíveis golpes;
- Nas ruas ou em estabelecimentos, observe se os códigos não estão adulterados ou foram substituídos por uma fonte não oficial;
- Não publique nas redes sociais QR Codes que possam contar os seus dados pessoais.
